Lumbra Diamantina

No cenário, a Chapada Diamantina. Na direção, Jorge Felippi. No elenco, Pola Ribeiro, Ana Nossa, Rosa Mendonça e José Araripe Jr. Na fotografia, Edgard Navarro. Eis parte da ficha técnica de Ame-o ou deixei-o, rodado em 1980 com uma câmera Super-8, possivelmente uma Xenon, na paisagem natural de Lençóis. O curta-metragem foi o primeiro filme a estampar nos créditos o nome da Lumbra Cinematográfica (na época ainda Lumbra Produções).

Ao longo de dez anos, a Lumbra protagonizou momentos importantes da expressão audiovisual na Bahia, legando uma filmografia que marca o período da redemocratização e muito contribui para organizar o movimento da produção local na resistência do fazer-cinema ante o apagão da Embrafilme; apagão esse, nunca é demais lembrar, obra do governo Collor.

A trajetória da produtora – mais correto seria dizer “coletivo de amigos loucos pra filmar” – foi recobrada na noite de encerramento (04/06) do Cine Diamantina 2017, no Vale do Capão, ou seja na mesma Chapada onde tudo começou. Foi com um estrondoso grito de “FORA,TEMER!” que a cineasta Gabriela Barreto, diretora e mestre de cerimônias do CD, abriu a noite de homenagem, chamando à frente da tela quatro integrantes da astronave lumbrática.

Além de Navarro e Araripe, estavam lá o ator Bertrand Duarte – protagonista de Superoutro (87/88, 35mm) – e o produtor Moisés Augusto, que interpreta um mercador de diamantes em A lenda do Pai Inácio (89, 35mm). Mais um dos trabalhos realizados pelo grupo na região, A lenda traz Pola Ribeiro na direção, Edgard na montagem e Araripe na direção de arte, os mesmos que atuaram, em outras funções, no iniciático Ame-o ou deixei-o.

O revezamento de funções espelha a sintonia de um grupo que soube mobilizar capacidades e afinidades para a prática do filme em um momento crucial, de entulho autoritário e escassez de recursos, em que fundos e leis com recursos para cinema eram quase uma miragem. E recorrentemente, nas produções lumbráticas, temos a presença do personagem socialmente subtraído no esquemão global (plim-plim) de representações. O escravo, o doido, o perseguido, o sacrificado, o decepado e até o cineasta sem câmera ou filme (Na Bahia ninguém fica em pé, 1980, Super-8). Todos estão lá, como problema social e como dilema de subjetividade para nos arrepiar e fazer pensar na vida. Seja na chave da denúncia mais explícita ou de gritos bem-humorados, como o “Acorda, humanidade” do Superoutro.

Um conjunto de filmes de carreira longeva e premiações, alguns quase subterrâneos. Todos, porém, guardando um traço de humanismo e desmitificação fundamentais para o ingrato jogo de forças que a era Gilmar Mendes tem reservado. E o exercício poético de cada obra, cada realizador, depurado em carreiras que se prolongam até agora; assunto para outro texto.

O revezamento de bitolas e suportes, do mesmo modo, sempre turbinou a sanha do fazer na Lumbra; por exemplo, Fernando Bélens – que dirigiu Crianças de Mundo Novo e Oropa, Luanda e Bahia em 35mm – rodou em 16mm Anil (1990). A parte 2 dessa história desdobra-se em trabalhos encampados pela produtora Truque, que absorveu, a partir dos anos 90, boa parte do hardware de produção do laboratório criativo Lumbra, contribuindo sobremaneira para a retomada do longa-metragismo.

Lumbra, a palavra, significa “um leve estado de embriaguez caracterizado por sensação de leveza e bem estar”. Na Bahia, é meio que sinônimo de fazer filmes livres e que escora, ainda hoje, o CGC dos tempos em que a produtora chegou a ter um escritório no bairro da Piedade, início dos anos 80. Uma viagem que remonta a novembro de 1979, quando Pola, Edgard, Araripe e Fernando estavam em um festival de Super-8 no Recife. E acabaram fazendo o Cinema sem nome, série de filmetes rápidos, a serem consumidos no próprio festival.

Essa, aliás foi uma das histórias que Araripe lamentou não ter incluído no resumo da trupe que ele contou na noite de festa do Coreto do Vale do Capão. O videoartista Caetano Britto encerrou a homenagem com um mapping, de imagens do repertório lumbrático, projetado na fachada da igreja do povoado. Fina garoa filtrando a luz das estrelas e dos disparos de Caetano. Alimentando a brasa lúdica da celebração e do sentimento. Como na canção do duo colombiano Cale Y El Dandee, chamada Lumbra. A letra diz: “no meu coração eu sinto fogo, fuego”.

Marcos Pierry, curador do Cine Diamantina    

Fotografias: Maíra do Amaral

40 anos do Grupo Lumbra

O Cine Diamantina 2017 presta homenagem ao Grupo Lumbra, que completa quatro décadas de criação neste ano. A visceral e expressiva atividade deste coletivo audiovisual – do qual faziam parte, entre diversos outros nomes, Fernando Bélens, Dinorath do Valle, José Araripe Jr., Pola Ribeiro, Ana Nossa, Edgard Navarro, Jorge Felippi, Moisés Augusto e Henrique Andrade – marcou de modo inspirado, vanguardista e altamente descontraído a paisagem do cinema baiano, nos anos 70 e 80, com produções em Super-8, outras bitolas e suportes.

A sessão em tributo ao Lumbra, programada para o Vale do Capão, vai projetar dois trabalhos que bem sintetizam a essência da polifonia discursiva que o Cine Diamantina 2017 pretende irradiar. O público poderá conferir os curtas Na Bahia Ninguém Fica em Pé (Navarro/Ribeiro/Araripe, 1980) e Bitola Cabeça Super-8, que Gabriela Barreto, uma das idealizadoras do CD, rodou em 2005, em parceria com Vitória Araújo.

Em Na Bahia Ninguém…, temos os então jovens superoitistas do Lumbra, entre eles Navarro, responsável pela oficina de direção do CD 2017, traçando um exasperado diagnóstico do cinema local, na Bahia de ACM e Figueiredo, ao entrevistar profissionais como Orlando Senna, condutor da oficina de roteiro do CD 2017, e Roberto Pires, presente na mostra Cine Baiano com a exibição do longa O Cinema Foi à Feira, de Paulo Hermida. Requisitado fotógrafo de produções baianas, Hermida, assim como Gabriela e a diretora geral do CD Marcela da Costa, foram alunos de Navarro. Um caleidoscópio de gerações que promete.

Marcos Pierry

Curador

Curador do Ecocine alerta para o uso sustentável dos recursos na Chapada

Durante a mostra do Cine Diamantina, a terça-feira está reservada para o debate sobre questões ecológicas com Wellington Bittencourt, responsável pelas sessões Ecocine. Em um breve bate-papo, o biólogo alerta para o uso sustentável dos recursos ecossistêmicos da Chapada Diamantina.

Doutor em Ensino, História e Filosofia das Ciência e Mestre em Ecologia e Biomonitoramento, ambos os títulos pela Universidade Federal da Bahia, Well, como é conhecido, possui conhecimentos em Ecologia; Educação Ambiental; Ensino, História e Filosofia das Ciências e da Biologia; e em Biologia Evolutiva com ênfase em Pluralismo de Processos e Evo-devo (Biologia Evolutiva do Desenvolvimento). Também é pesquisador vinculado ao Laboratório de Ensino, Filosofia e História da Biologia (LEHFIBio) da UFBA coordenado pelo Prof. D. Charbel El-hani.

Confira a entrevista concedida por Wellington Bittencourt ao Cine Diamantina.

Como o cinema pode ser uma ferramenta para debater as questões ecológicas?

Usar o cinema como uma forma de atuação sociopolítica é uma estratégia do Cine Diamantina. Procuramos selecionar os filmes que estivessem muito relacionados com o contexto sociopolítico da região, com os conflitos socioambientais que eles estão vivendo. A partir da contextualização que o filme traz, tentamos engendrar questões que estão relacionados com os problemas socioambientais vivenciados na Chapada Diamantina, para fomentar o desenvolvimento de uma tomada de consciência, com a utilização mais responsável dos recursos ecossistêmicos.

Quais questões que os filmes e os debates estão trabalhando no Ecocine?

Na mostra, tocamos na questão do fogo, que é muito grave na Chapada, com as queimadas e as devastações associadas a estes fenômenos, o papel do homem colaborando com a incidência destes incêndios, e de como prevenir estes acontecimentos.

Outra questão é a utilização do agrotóxico pelos grandes agricultores da região e como isso tem afetado tanto do ponto de vista de consumidores, desde veneno que está na mesa que, mesmo em uma perspectiva econômica, não é favorável, nem sustentável.

Tratamos a questão da agricultura familiar em face a este grande mercado de produtos em série sem nenhum sentido de preservação. Discutimos a agroecologia como alternativa, pois o cultivo e a ecologia não são coisas inconciliáveis.

Na perspectiva dessa herança pós-colonial que temos de cultivo, a agricultura é algo danoso para o ecossistema. Trazemos como solução a agroecologia que consegue conciliar o aproveitamento da terra sem exauri-la, mantendo-a fértil e rica.

Por fim, abordamos também o manejo sustentável da água, porque a água tem uma relação muito forte com a floresta e com a manutenção destes recursos ecossistêmicos. Temos vivido problema de seca, os rios têm diminuindo, as fontes estão secando. Pela zona regional que a Chapada se localiza, ela corre o risco de ser desertificada.

Estamos trabalhando para impedir este processo e para continuar mantendo o lugar rico de água, rico de biodiversidade e rico em cultura.

O ecossistema da Chapada Diamantina é bem peculiar, com a conjugação de vários biomas. Qual é a importância dessa região para a Bahia, principalmente para as pessoas das grandes cidades que parecem estar mais distante da natureza?

Consideramos a Amazônia como centro de importância para o equilíbrio climático mundial e as florestas têm de fato esta importância. Tem um equilíbrio de chuvas, de fornecimento de águas. E a Chapada Diamantina, da mesma forma que falamos da Amazônia para o mundo, tem esta importância para a Bahia.

Grande parte do fornecimento de água que temos vem da Chapada. Se os biomas da região se desestruturarem, vamos ter vários problemas de fornecimento de água e de alteração nos padrões de chuva. Tudo isto vai levar ao que já sabemos, como assoreamento dos rios, perda de qualidade da água, contaminação e outras coisas, se não nos posicionamos no sentido inverso, com a sensibilização de que é imprescindível um manejo sustentável da água.

Quais são os filmes presentes da mostra?

Temos como destaque a trilogia de filmes do Silvio Tendler [O Veneno Está na Mesa I e II e Agricultura Tamanho Família: uma alternativa ao agronegócio], porque ele preencheu um certo espaço na cinematografia ambiental do Brasil e está fazendo um trabalho muito interessante. Tendler é muito coerente do ponto de vista conceitual e teórico, com um discurso amarrado no sentido biológico e ecológico. Ao mesmo tempo, ele passa isso de uma maneira muito didática, sem ser cansativo ou complicado de entendimento. Então, em relação aos objetivos que a gente tem, ele serve muito bem à nossa proposta.

Temos outros filmes também, como De Onde Vem a Água, que trata da questão do ciclo hidrológico, mostrando que a água está sempre passando, vem de um lugar vai para outro lugar; a forma que ela chega na superfície: pode infiltrar, um processo que leva a hidratação do solo; ou correr superficialmente, que leva ao lixiviamento dos solos e a perda de nutrientes. Isto está relacionado a existência ou não de cobertura vegetal. Com a perda cobertura vegetal, a água tem escoado e não tem penetrado nos lençóis freáticos, o que leva à morte de nascentes, à lixiviamento e ao assoreamento dos rios.

Tem um filme na mostra foi incluído por último: Semeando Águas do Paraguaçu, que mostra ações de recuperação na Chapada Diamantina. Qual é a importância dessas ações para o ecossistema da região?

Este filme caiu como uma luva, e apareceu de última hora. O cinema traz este engajamento: as pessoas descobrem que a mostra, fazem contato contatam a produção e acaba acontecendo isto. O filme chegou no meio do processo, pois descobrimos que tinha um projeto na região que tem o mesmo título do filme que estimula de forma sistemático o plantio de novas mudas ao longo da mata ciliar, no sentido de tentar revitalizar os rios.

O filme é um documentário sobre este trabalho e mostra como de fato você pode intervir neste processo de degradação, de forma organizada e coletiva, por meio de um trabalho sistematizado que leva desde professores e especialistas, mas também membros da população e integra a comunidade para a recuperação dos rios. Este filme é fundamental para a mostra porque trabalha a questão do fogo, dos incêndios, da agricultura, enfim, todas as questões do Ecocine foram tocadas por este filme. Foi bom para o documentário que ganha mais visibilidade e bom para mostra que se enriquece.

Fotografias: Maíra do Amaral

Obrigado Andaraí! Nem a chuva espantou o público da praça do Jipe

Manhã de sábado, dia da última sessão em Andaraí, a cidade que acolheu o Cine Diamantina por uma semana. A previsão do tempo para a noite, hora da exibição na praça do Jipe, era de pancadas de chuva.

O diretor de cultura do município, Emílio Tapioca, expressa a sua preocupação com a instabilidade climática, porém a coordenadora geral do Cine Diamantina, Marcela Costa bate o pé, afirma que a sessão vai ocorrer, com fé e sem tromba d’água.

Na praça do Jipe, a tarde chega e a pintura coletiva de mural do grafite movimenta o local, enquanto a montagem da tela, do projetor e do som acontecem. O final de tarde dá um alento, com nuvens esparsas no céu, enquanto as cadeiras são organizadas para a sessão.

Antes do primeiro filme da noite, “Axé – Canto de um Povo de um Lugar”, começar, no entanto, os pingos de chuva começam a cair de forma esparsa e a equipe corre para desmontar e proteger os equipamentos sensíveis à água. O público, ainda assim, aguarda para ver o que vai acontecer.

A chuva passa, os equipamentos são remontados, desta vez com a cobertura de um guarda-sol. “Axé…” começa a divertir e rememorar os carnavais de muita gente na plateia. Mas as nuvens não dão chance às estrelas aparecerem na noite, prenunciando que o risco de aguaceiro continua.

“À Beira do Caminho” começa e magnetiza os espectadores de tal forma com as imagens de Andaraí, Mucugê e Lençóis na tela que só percebemos que uma garoa se instalou na praça do Jipe porque os guarda-chuvas se abrem em meio ao público.

Assim, fechamos com chave de ouro o Cine Diamantina em Andaraí: com a chuva que enchia os rios da Chapada, a caixa d’água da Bahia; e com um público apaixonado pela tela grande, que compareceu e abraçou com todo o amor a experiência cinematográfica, lotando as sessões do Curta a Infância, do Ecocine, do Cine Baiano e do Cine Nacional.

O Cine Diamantina aconteceu de 15 a 21 de maio em Andaraí, com programação gratuita no Centro Cultural Ariadna Fernandes, na Escola de Tempo Integral Stefano Talenti, no Colégio Estadual Edgar Silva, além de sessões especiais na praça do Jipe, nos distritos de Ubiraitá e de Igatu.

A mostra cinematográfica segue em Mucugê, de 22 a 28 de maio, e depois no Capão (em Palmeiras) de 29 de maio a 4 de junho. A programação completa pode ser conferida em www.cinediamantina.com e no fanpage www.fb.com/cinediamantina.

Fotografias: Maíra do Amaral

Grafite com Eder Muniz – Quando as cores envolvem e movimentam uma cidade

Um muro descuidado, com tinta descascando e vários buracos, entre as charmosas casas da rua Dois de Julho em Andaraí chamou a atenção do artista visual autodidata Eder Muniz. Era o lugar perfeito para realizar uma intervenção com seu grafite.

Acostumado a sempre trabalhar em colaboração com outros artistas, Eder convidou Sebast Silva, grafiteiro local, para pintar um mural na cidade. Aos poucos, do outro lado da rua, o público começava a se aglomerar para acompanhar o processo de criação dos dois artistas que, em menos de três horas, transformou completamente o muro da casa de seu Milton, comerciante local.

Estes foram apenas os primeiros traços de uma intensa semana de intercâmbio sobre arte urbana e muralismo na Oficina de Grafite do Cine Diamantina realizada no Colégio Edgar Silva.

Nos primeiros momentos, apenas uma dúzia de alunos apareceu na oficina. Apesar da fama em Salvador, Eder Muniz era apenas um desconhecido dos andaraienses.

De pronto, em sua fala, o artista rejeita títulos e formalidades. Explica que está ali apenas para “trocar ideias” e passar a sua experiência, tentando diminuir a distância que possa existir em sala de aula. Com seu jogo de cintura, conquista o respeito dos adolescentes e passa a ser chamado carinhosamente de “professor”.

O processo de aprendizado e criação dura quatro dias e passa por diversas técnicas, como desenho em papel, pintura em tinta guache, stencil, pintura em papel metro, até chegar no resultado final, combinando tinta acrílica e spray. A prática da criação fez com que o número de alunos tenha crescido dia a dia.

Ao final de uma semana de atividades, bem perto da primeira intervenção de Eder e Sebast na cidade, um muro de 20 metros em frente a praça do Jipe serviu de tela. A animação de dezenas de adolescentes, jovens e adultos foi tão grande que um segundo muro com aproximadamente 10 metros foi necessário para dar a oportunidade a todos de se expressarem artisticamente.

Assim, a rua estreita entre a praça dos Garimpeiros e a praça do Jipe, um dos trechos mais movimentados da cidade, se tornou uma galeria aberta de arte urbana, a ser apreciada por moradores locais e turistas de todo o mundo, tornando-se um patrimônio artístico e afetivo de Andaraí.

Após a oficina em Andaraí, o artista visual Eder Muniz seguiu para Lençóis, onde faz uma intervenção na cidade, a pedido dos moradores locais.

Fotografias: Maíra do Amaral

Brincança – Semeando afetividade na infância

Quando Lia Mattos e Ninha Almeida entraram na Escola de Tempo Integral Stefano Talenti para dar início a Oficina Brincança, uma ebulição tomou conta das crianças, entre abraços apertados de boas vindas. Nesta idade de descobertas, meninos e meninas entre 8 e 10 anos de idade tentavam adivinhar o que de novo estava para acontecer na escola.

A expectativa ainda era maior porque, mais cedo no Centro Cultural Ariadna Fernandes, elas tinham visto um filme em tela grande pela primeira vez. As sessões do Curta a Infância!, que antecedem a oficina, são uma ferramenta de encanto e preparação das crianças para imersão profunda na memória coletiva da região.

Em tempos de jogos eletrônicos de celulares onipresentes em nossas mãos e bolsos, fazendo com que os jogadores – inclusive crianças – embarquem em uma jornada solitária e sedentária, Lia Mattos propõe o caminho contrário, tecendo um brincar colaborativo, de corpo em movimento e em contato direto com a natureza e com as brincadeiras tradicionais.

Durante 5 dias de oficina, brincar de amarelinha, pular corda, cantar e dançar em grupo, ouvir e contar estórias são elementos para a construção de uma narrativa de recordações de pais, avós, mestres locais, e das próprias crianças, fortalecendo as teias afetivas da comunidade.

A oficina tem, ainda, um trabalho mais profundo. Reuniões preparam os educadores para receber a semana repleta de atividades extraordinárias. Materiais didáticos são distribuídos para orientar os professores a utilizarem o cinema como ferramenta de arte-educação. O intercâmbio de informações é intenso e transformador.

A Brincança extrapola os muros da escola, quando meninos na porta do Centro Cultural Ariadna Fernandes, à espera do próximo filme, brincam de corrida de tampinha de garrafa pela primeira vez.

A Oficina Brincança foi realizada de 15 a 19 de maio na Escola de Tempo Integral Stefano Talenti. A programação do Cine Diamantina continua em Mucugê, de 22 a 26 de maio, com sessões gratuitas do Curta a Infância! e Oficina Brincança.

Fotografias: Maíra do Amaral

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Cine Diamantina: Experiência cinematográfica no Brasil profundo

Segunda-feira, 15 de maio de 2017. Mais de trezentas crianças esperavam ansiosas pela primeira sessão do Cine Diamantina, no recém-inaugurado Centro Cultural Ariadna Fernandes, em Andaraí.

Antes do início dos filmes, diante da pergunta ”quem já foi ao cinema?”, apenas dois bracinhos se esticaram orgulhosos. Para a maioria deles, era tudo novidade: o ingresso, o tapete vermelho, o letreiro luminoso, a sala escura, a tela grande.

Na noite do mesmo dia, a 60 km dali, em Ubiraitá, o pequeno distrito rural viu a sua praça pública sendo transformada por uma grande tela e diversas cadeiras, quebrando a rotina local. Os moradores deixaram a televisão de lado, perderam o jornal e a novela para viverem uma nova experiência ao assistir a “Menino da Gamboa” e “Jonas e o Circo sem Lona”.

Nos últimos quatro anos, o cinema nacional tem mantido uma regularidade de produção, com mais de 100 longas-metragens sendo produzidos ao ano. O cinema baiano segue o embalo, tanto em número de produções em cartaz nas salas pelo país, como em qualidade dos filmes, atestado por diversas premiações no Brasil e no mundo.

Apesar disso, o maior desafio a ser enfrentado pelo cinema nacional é chegar aos rincões de um território gigantesco, onde não há cinema e, muitas vezes, nenhum equipamento cultural. A televisão aberta, presente em quase todos os lares, não é uma janela disponível para a maioria das produções brasileiras e a velocidade de internet nas pequenas cidades ainda não é suficiente para a transmissão audiovisual.

É este o trunfo do Cine Diamantina: fazer a ponte entre a produção cinematográfica contemporânea e o público do Brasil profundo, não só democratizando o acesso aos filmes, mas proporcionando toda uma experiência cinematográfica e de arte-educação. Uma maratona de 21 dias de filmes e oficinas que ainda vai ter muitos momentos de descoberta e olhares ao encontro do cinema nacional.

O Cine Diamantina é realizado pela Épuras Laboratório Audiovisual e conta o apoio financeiro da Fundação Cultural do Estado da Bahia, Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Secretaria da Cultura e do Governo do Estado da Bahia.

Durante toda esta semana em Andaraí (15 a 21 de maio), a próxima semana (22 a 28 de maio) em Mucugê, e a seguinte (29 de maio a 4 de junho) no Capão, em Palmeiras), o Cine Diamantina realiza sessões diárias e gratuitas. A programação completa do evento pode ser consultada em www.cinediamantina.com e o dia a dia das atividades na página de facebook www.fb.com/cinediamantina

Fotografias: Maíra do Amaral

Mostra Cine Diamantina leva 60 filmes para cidades da Chapada

Cineastas do grupo Lumbra serão homenageados no evento

A Chapada Diamantina vai receber, de 15 de maio a 4 de junho, a mostra cinematográfica Cine Diamantina, que levará 60 filmes em 143 exibições, além de 111 horas de atividades arte-educativas, para as cidades de Andaraí (de 15 a 21 de maio), Mucugê (de 22 a 28 de maio) e para o Capão, em Palmeiras (de 29 de maio a 4 de junho). Toda a programação é gratuita e aberto ao público.

“O Cine Diamantina é o desdobramento do Cine Capão, que desde 2003, leva ao público da Chapada uma programação rica em atividades arte-educativas, além de promover o acesso dos moradores da Chapada Diamantina a mais recente produção baiana e nacional”, explica Marcela da Costa, coordenadora geral do projeto.

HOMENAGENS ESPECIAIS

O evento renderá homenagem ao grupo cinematográfico Lumbra, que agitou a produção artística baiana, principalmente com filmes Super 8, no final da década de 1970 e na década de 1980. Formado por Edgard Navarro, Fernando Bélens, Jorge Felippi, José Araripe Jr., Pola Ribeiro, Moisés Augusto, Ana Nossa, Dinorath do Valle e Henrique Andrade, o coletivo, conhecido por sua inquietude e criatividade, realizou dezenas de filmes, além de diversas intervenções artísticas, influenciando uma geração de cineastas brasileiros.

O Cine Diamantina também destacará a importância da literatura pela ótica do cinema, promovendo a sessão especial Cinema, Literatura e Educação, no dia 29/05, com a presença de Cecília Amado, diretora do filme “Capitães da Areia”. O dia também marcará os 80 anos da publicação do livro homônimo de Jorge Amado.

Ainda na sessão especial, serão exibidos os curtas “Bom dia, Pé de Coco” e “Terra dos Peixes” produzidos pelo Coletivo Cinema e Sal, projeto concebido por Lara Belov. “Com esta parceria, vamos estabelecer uma conexão entre o mar e a montanha”, comenta Gabriela Barreto, cineasta e diretora de produção do Cine Diamantina.

SESSÕES TEMÁTICAS 

O Curta a Infância! terá um dia dedicado à música, com a parceria especial com o grupo musical “Pequeno Cidadão”, realizado por Arnaldo Antunes, Taciana Barros, Edgard Scandurra, Antonio Pinto e seus filhos. Serão exibidos os clipes musicais de desenho animados. Na sessão, também será exibido o média baiano “A Professora de Música”, de Edson Bastos e Henrique Filho, rodado em Ipiaú e lançado em 2016, que mostra as alegrias e dificuldades de se fazer arte no interior da Bahia.

O desenvolvimento mais sustentável das comunidades da Chapada Diamantina será abordado na Sessão Ecocine, que será sempre acompanhada por um Bate-Papo Ecológico, tratando das questões sobre os malefícios do uso de agrotóxicos, da importância das águas, do manejo agroecológico e da agricultura familiar.

A sessão Cine Baiano exibirá curtas e longa metragens produzidos na Bahia que tiveram destaques no cenário nacional e internacional. Filmes recentes, ainda em cartaz nos cinemas, como “Jonas e o Circo Sem Lona” de Paula Gomes, “Axé: canto de um povo de um lugar”, de Chico Kertesz, “O Cinema foi à Feira”, de Paulo Hermida, e filmes premiados como “Travessia”, de João Gabriel, “Tropykaos”, de Daniela Lisboa, e “A Noite Escura da Alma”, de Henrique Dantas, estarão presentes na mostra.

“A nossa intenção é destacar os filmes baianos, fortalecendo o atual cenário de efervescência da sua produção que atualmente conta com 5 filmes em cartaz a nível nacional, fazendo a ponte entre as salas de cinema e as comunidades interioranas deslocadas dos polos de difusão” por Solange Lima, produtora executiva do Cine Diamantina.

O Cine Nacional traçará um panorama dos filmes brasileiros com grande reconhecimento de público, como “Que Horas Ela Volta”, de Anna Muylaert, e premiação em festivais de cinema, como “Aquarius” de Kléber Mendonça, “Era o Hotel Cambrigde”, de Eliane Caffé, “Boi Neon”, de Gabriel Mascaro, e “Tatuagem”, de Hilton Lacerda. Nesta sessão, também merece destaque três cinebiografias: “Pitanga”, de Beto Brant e Camila Pitanga, “Elis” de Hugo Prata, e “Joaquim”, de Marcelo Gomes. 

OFICINAS

As crianças do Ensino Fundamental I, entre 6 e 10 anos, participarão de um turno cheio de atividades com exibição de filmes no Curta a Infância! e brincadeiras tradicionais e contemporâneas na Oficina Brincança, ministrada por Lia Mattos. A oficina busca uma aproximação das crianças com a população idosa, por meio de histórias e lembranças da infância de cada localidade.

Cine Diamantina também oferece durante o evento a Oficina de Grafite com artista plástico Eder Muniz reconhecido internacionalmente, de 15 a 21 de maio, em Andaraí. Muniz é autodidata, e tem seu estilo reconhecido nas ruas e exposições em Salvador, com trabalhos nos Estados Unidos e Itália. Suas obras têm como característica principal a ligação do ser humano com a natureza.

Durante o curso, os alunos conhecerão um pouco da história do grafite, desde a pintura rupestre até o grafite reconhecido e seu papel nas grandes cidades. Diversas técnicas, como desenho com lápis, tinta guache, stencil e spray com recursos de tinta acrílica serão trabalhadas com os alunos. No final da oficina, os alunos participarão da pintura coletiva de um muro de 25 metros, em praça pública, que ficará como legado artístico do projeto para a cidade.

Um filme de curta-metragem, rodado no Capão (em Palmeiras) será o resultado final da Oficina Curto Ficção, e contará com a ajuda de dois renomados cineastas baianos: Orlando Senna e Edgard Navarro.

Senna, que é nascido na Chapada Diamantina, comandará a Oficina de Roteiro no auditório da Pousada Mucugê, uma imersão de 7 dias de intenso trabalho com os alunos para desenvolver seus roteiros. Autor de dezenas de livros, peças de teatro e roteiro para cinema e televisão, o cineasta ministra, desde 2000 em Lençóis, a Oficina Orlando Senna de Dramaturgia Audiovisual, que resultou na realização 15 de obras audiovisuais, entre filmes, animação e produtos para TV.

Na semana seguinte, Edgard Navarro, com o auxílio dos profissionais Paulo Hermida (diretor de fotografia) e Marcello Benedictis (técnico de som), regerá a Oficina de Direção. Coletivamente, os alunos da oficina gravarão um curta no Capão, de uma estória selecionada na Oficina de Roteiro. A finalização será realizada com a produtora Santo Guerreiro, em Salvador. Navarro começou a sua carreira filmando em super 8 e participou do Lumbra. Premiado por diversas obras, com destaque para “Porta de Fogo”, “Superoutro” e “Eu me lembro”, o diretor gravou “O Homem que não dormia” na em Igatu (em Andaraí) e escreveu o roteiro de seu último filme “Abaixo à Gravidade” no Capão (em Palmeiras). 

CINE DIAMANTINA

O Cine Diamantina é realizado pela Épuras Laboratório Audiovisual e conta o apoio financeiro da Fundação Cultural do Estado da Bahia, Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Secretaria da Cultura e do Governo do Estado da Bahia.

O evento conta, ainda, com o apoio cultural do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb), da parceria do cineclube Caeté-Açu e da produtora Santo Guerreiro, além dos apoios locais de: em Andaraí, Prefeitura Municipal de Andaraí, Pousada Ecológica e Ibsol Telecom; em Mucugê, Prefeitura Municipal de Mucugê, Pousada Mucugê e SIM – Sistema de Internet e Multimídia; no Capão, da Prefeitura Municipal de Palmeiras, Pousada do Capão e VallandNET.

A programação completa do Cine Diamantina pode ser conferida no site www.cinediamantina.com e na fanpage www.fb.com/cinediamantina.

CINE DIAMANTINA – Programação Geral por Local

Andaraí
15/05 a 19/05 – Sessão Curta a Infância!, das 8h30 às 10h, no Centro Cultural Ariadna Fernandes, e Oficina Brincança, das 14h às 16h30, na Escola de Tempo Integral Stefano Talenti.
15/05 a 21/05- Oficina de Grafite, das 15h às 17h30, no Colégio Estadual Edgar Silva.

15/05 – Sessão Especial, às 18h30, na Praça de Ubiraitá (distrito de Andaraí)

16/05 – Sessão Ecocine com bate-papo ecológico, às 18h, no Centro Cultural Ariadna Fernandes.
16/05 a 19/05- Sessão Cine Baiano, às 18h30, e Sessão Cine Nacional, às 20h30, no Centro Cultural Ariadna Fernandes.

20/05 – Sessão Especial Dupla (Baiano e Nacional), às 18h30, na Praça do Jipe (Andaraí).

21/05 – Sessão Especial, às 18h30, na Praça em Igatu (distrito de Andaraí).

Mucugê
22/05 a 26/05 – Sessão Curta a Infância!, das 8h às 9h30, no Centro Cultural Mucugê, e Oficina Brincança, das 10h às 12h, na Academia Cazuza do Prado.
22/05 a 28/05 – Oficina Curto Ficção – Roteiro, das 15h às 19h, no auditório da Pousada Mucugê.

23/05 – Sessão Ecocine com bate-papo ecológico, às 18h, no Centro Cultural Mucugê
24/05 a 27/05: Sessão Cine Baiano, às 18h30, e Sessão Cine Nacional, às 20h30, no Centro Cultural Mucugê

Capão (Palmeiras)

29/05 a 02/06 – Sessão Curta a Infância!, das 8h às 9h30 e das 13h30 às 15h, e Oficina Brincança, das 10h às 12h e das 15h30 às 17h, no Coreto

29/05 a 04/06 – Oficina Curto Ficção – Direção, das 14h às 18h, no Salão da Associação de Pais

29/05 – Sessão Cinema, Literatura e Educação com Cecília Amado, às 18h30, no Coreto

30/05 – Sessão Ecocine com bate-papo ecológico, das 18h às 22h, no Coreto
29/05 a 04/06 – Sessão Cine Baiano, às 18h30, e Sessão Cine Nacional, no Coreto

04/06 – Homenagem ao Grupo Lumbra, às 19h, no Coreto

Orlando Senna e Edgard Navarro realizarão filme na Chapada Diamantina

CINE DIAMANTINA: Orlando Senna e Edgard Navarro realizarão filme na Chapada Diamantina Curta-metragem será produzido a partir de oficinas gratuitas ministradas pelos cineastas Orlando Senna e Edgard Navarro aceitaram o desafio do Cine Diamantina – mostra de cinema na Chapada Diamantina. Os dois premiados cineastas vão conduzir duas turmas de alunos na produção de um curta-metragem de ficção, durante duas semanas de intenso aprendizado na Oficina Curto Ficção.

De 22 a 28 de maio, Senna realiza na bela cidade de Mucugê, sua Oficina de Roteiro, baseada na experiência desenvolvida pelas Oficinas Orlando Senna de Dramaturgia Audiovisual, realizadas a partir de 2000, e que já resultaram na realização de 15 obras audiovisuais.

Tendo como cenário o encantado Vale do Capão, Navarro, a partir de um roteiro trabalhado na oficina de Orlando Senna, realiza Oficina de Direção de 29 de maio a 4 de junho. No período, o fotógrafo Paulo Hermida e técnico de som Marcelo Benedictis darão suporte aos alunos da oficina para a gravação do curta-metragem. A finalização do curta será realizada em parceria com a produtora Santo Guerreiro, em Salvador.

A participação nas oficinas é gratuita*, mas as vagas são limitadas e as inscrições estão abertas até o dia 30/04 no site www.cinediamantina.com. Podem se inscrever estudantes do ensino médio, estudantes de cinema e profissionais da cultura. Uma oportunidade única para quem tem uma história a ser desenvolvida e tem vontade de colocar a mão na massa para ver o resultado na tela.

 Os selecionados deverão confirmar disponibilidade de participação das Oficinas. Os custos de transporte, alimentação e hospedagem são por conta do aluno.

CINE DIAMANTINA

Desde 2003, a equipe do Cine Diamantina promove um trabalho de formação de plateia e difusão do cinema nacional na Chapada Diamantina, com o Cine Capão. Em 2017, o evento levará mais de 40 filmes, em uma programação intensa, de 15 de maio a 4 de junho, em Andaraí, Mucugê e no Vale do Capão, com oficinas também de Grafite e Brincança – brincadeiras tradicionais de criança.

O Cine Diamantina é realizado pela Épuras Laboratório Audiovisual. O projeto tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Fundação Cultural do Estado da Bahia e Secretaria de Cultura da Bahia. O evento conta, ainda, com o apoio cultural da produtora Santo Guerreiro e do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb).

 

MINISTRANTES:

Orlando Senna é cineasta, escritor, jornalista, nascido em Afrânio Peixoto, Bahia, em 1940. Diretor e roteirista dos filmes Iracema, Diamante Bruto, Brascuba, Gitirana. Autor de roteiros para TV e cinema, entre eles O Rei da Noite, Coronel Delmiro Gouveia, Abrigo Nuclear, Ópera do Malandro, Oedipus Major. Seus filmes foram premiados nos festivais de Cannes, Taormina, Pésaro, Havana, Brasília, Rio de Janeiro. Pelo caráter inovador de Iracema recebeu o prêmio Georges Sadoul da França e o Grimme da Alemanha.
Autor dos livros Xana, Ares Nunca Antes Navegados, Máquinas Eróticas, Um Gosto de Eternidade, Os Lençóis e os Sonhos. Diretor de trinta espetáculos teatrais na Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro, destacando-se Teatro de Cordel.
Foi diretor da Escola Internacional de Cinema e Televisão de San Antonio de los Baños (Escola de Cuba), da qual é um dos fundadores, Secretário Nacional do Audiovisual, diretor geral da TV Brasil, presidente da TAL-Televisión América Latina, diretor de programação do CINEBRASiLTV e conselheiro da Spcine- Empresa de Cinema e Audiovisual de São Paulo.

 

Edgard Navarro começou a fazer cinema na bitola Super8, realizando diversos curtas marcados pelo humor cáustico, iconoclasta, irreverente, premiados em festivais da categoria; Em seguida realizou PORTA DE FOGO, sobre a morte do guerrilheiro Carlos Lamarca no sertão da Bahia – premiado na Bahia e em Brasília/85; LIN E KATAZAN, sobre a relação entre um operário da construção civil e o capataz da obra – premiado em Brasília/86; e SUPEROUTRO, sobre um louco de rua que através de sua imaginação alucinada tenta libertar-se da miséria que o assedia – premiado em Gramado/89. Após o colapso sofrido pelo cinema brasileiro em 1990, o cineasta realizou TALENTO DEMAIS (1995), documentário em vídeo sobre o cinema baiano; e O PAPEL DAS FLORES, curta que propõe uma reflexão sobre o eterno e o efêmero, premiado no Cine Ceará/2000.

Em seguida realizou EU ME LEMBRO, longa memorialístico premiado com 7 Candangos em Brasília/2005; O HOMEM QUE NÃO DORMIA (2011), longa rodado na chapada diamantina que versa sobre o resgate da suposta integridade primordial que nos pertence a todos; e o longa ABAIXO A GRAVIDADE, frágil libelo contra a inelutável força que atrai tudo pra baixo, propondo para tanto mero voo patético, apaixonado.

 

OFICINA CURTO FICÇÃO – CINE DIAMANTINA

INSCRIÇÕES ATÉ 30/04/2017 no site www.cinediamantina.com

Oficina de Roteiro com Orlando Senna

Data: 22 a 28 de maio, das 15h às 19h.

Local: Auditório da Pousada Mucugê.

Oficina de Direção com Edgard Navarro

Data: 29 de maio a 4 de junho, das 14h às 18h.

Local: Sala da Associação de Moradores do Vale do Capão.

Assessoria de Comunicação

alexisgois@umbu.tv

71 98630-8887